quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Previdência privada supera os bancos em títulos do Tesouro

25/01/2017 / Fonte: Capitolio

No momento em que se discute a reforma da Previdência Social (pública) para manter sua sustentabilidade, a previdência privada torna-se o principal financiador do Tesouro, emprestando ao governo no presente, para receber benefícios no futuro.
Em outras palavras, as 20 milhões de pessoas que aportam recursos na previdência privada – sendo 13 milhões de contas na modalidade aberta e sete milhões de beneficiários na complementar fechada – superaram os bancos como credores da dívida pública federal doméstica.
Dados preliminares do mercado sobre o fechamento dos dados de dezembro do Tesouro Nacional mostram que a participação da previdência privada saltou de 17% (R$ 372 bilhões) em 2014, para cerca de 25% (R$ 735 bilhões) em 2016, enquanto o percentual das tesourarias de instituições financeiras encolheu de 30% (R$ 650 bilhões), para 23% (R$ 700 bilhões).
Desse patrimônio investido pela previdência privada (aberta e fechada), 42,9% estavam em papéis com vencimento superior a cinco anos, segundo o boletim do Tesouro relativo a novembro de 2016, seguido por 39,2% de títulos com prazo entre três a cinco anos; 12,6% entre um a três anos, e 5,3% com resgate em até um ano.
Quanto ao perfil, 54,4% da carteira estava posicionada em títulos públicos que pagam juros reais mais a inflação (Tesouro IPCA), 21,9% em prefixados e 23,7% em taxa flutuante pós-fixada (Tesouro Selic).
Papéis públicos de inflação com vencimento em 2024 e 2026 prometem a esses investidores juros reais de 5,60% e 5,64% ao ano com juros semestrais, respectivamente, dentro das metas atuariais dos planos.
Na visão do professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Valdir Domeneghetti, os juros reais acima de 5,5% ao ano em títulos públicos de longo prazo estão elevados neste momento, mas a tendência, com o provável efeito da PEC dos gastos do governo é que o Tesouro passe a resgatar títulos nos próximos anos. “Em algum momento [no futuro], os juros vão baixar”, aponta o professor.
“O governo é um grande devedor e o aporte em previdência privada bate recordes. Fundações conservadoras investem até 90% em títulos públicos se beneficiando com juros altos da ineficiência do governo”, diz.
O boletim da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostrava uma captação líquida (entradas superiores aos resgates) de R$ 9,98 bilhões em dezembro acumulando R$ 48,2 bilhões em 2016 via fundos de previdência, principalmente concentrada pelos gestores em títulos públicos federais.
A maior parte dessa captação expressiva, de acordo com dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) é originada de 12,927 milhões de clientes do modelo aberto, que adquirem Planos Geradores de Benefícios Livres (PGBLs) e Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBLs). O sistema aberto está em fase de capitalização quando considerado o número menor de pessoas recebendo benefícios.
Em novembro de 2016, o sistema de previdência aberta contabilizava 81,55 mil pessoas, incluindo menores de 21 anos, recebendo benefícios sob a forma de rendas programadas mensais ou de pagamento único.
Sistema fechado maduro
Segundo o último Consolidado Estatístico da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), a posição direta em títulos públicos havia saltado de R$ 83,35 bilhões em dezembro de 2014, para R$ 123,86 bilhões em setembro de 2016.
De forma indireta, a posição da previdência fechada em fundos de renda fixa, que possuem mais de 90% de sua composição em papéis públicos também havia crescido de R$ 320,53 bilhões para R$ 387,66 bilhões, em igual período de comparação. Em termos percentuais, os fundos de pensão aumentaram sua participação na renda fixa de 64,2% em 2014 para 71,5% em setembro de 2016.
Sobre essa exposição relevante em papéis do governo, o presidente da Abrapp e da OAB-Prev São Paulo, Luis Carlos Martins, respondeu que os fundos de pensão investiram em títulos que atendiam suas metas atuariais. “Em 2016 tivemos um respiro, mantendo o conservadorismo e a preferência na aplicação em títulos públicos. Mas com um incremento de retorno com a renda variável (ações) na Bolsa de Valores”, diz.
“Para 2017 há instabilidade com o Trump, com os mercados na Europa, crise política e econômica aqui no Brasil com alto índice de desemprego. Isso causa desconforto, e em razão isso, os fundos de pensão não farão grandes alocações”, justifica.
Martins confirma que a carteira desses fundos está em títulos públicos de longo prazo. ” Só quando a taxa de juros baixar ainda mais, aí sim, no médio prazo (dois anos), os fundos vão precisar correr mais riscos para bater as metas atuariais [de rentabilidade]”, apontou.
Ele diz que a discussão sobre a reforma da Previdência Social já está incentivando novas adesões. “Só na OABPrev-SP, temos uma média de 600 adesões por mês. As pessoas estão sensíveis às questões como o aumento da longevidade e da qualidade de vida que elas pretendem ter na aposentadoria”, afirmou.
Segundo Martins, o sistema fechado é sólido e paga R$ 34 bilhões em benefícios por ano, mais de R$ 4 mil mensais por beneficiário. “Mas esse sistema patrocinado está estagnado e não cresce. O crescimento está nos fundos instituídos por classe (associativos) e nos fundos para servidores públicos”, diz

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Qual o seu LEGADO ?!

Você já parou para se fazer esta pergunta ?!

Se de hoje para amanhã como num piscar de olhos você fosse embora desta vida terrena... o que você deixaria para as pessoas que você ama ?! Se faça essa pergunta: "o que será de meus entes queridos se eu não estiver mais aqui nesta vida?!".

Não permita que seu legado seja apenas a dor e a saudade de sua partida.

Proteja seu bem maior... faça por onde proporcionar sustentabilidade financeira para que seus dependentes possam manter uma vida digna após sua partida.

Você tem a obrigação de proteger... você tem o dever de assegurar... e esta decisão está em suas mãos... somente em suas mãos.

Contrate um seguro de vida agora, proteja quem você ama e seja lembrado pela grande prova de amor.

Esse deve ser o seu legado...

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Youse Seguros: nota de esclarecimento da Susep

Em atenção à propaganda e à forma de comunicação empregadas pela YOUSE, em especial no seu sítio eletrônico na Internet, a Susep - autarquia federal responsável pela supervisão dos mercados de seguros, resseguros, previdência complementar e capitalização, esclarece:

1. A YOUSE não é sociedade seguradora autorizada a funcionar pela SUSEP, consequentemente, não possui produtos aprovados pela Susep, nem tampouco autorização para comercializar produtos de seguro, nessa condição;

2. A referida empresa já foi notificada pela autarquia quanto à propaganda e à comunicação empregadas, por induzirem a erro potenciais consumidores, afrontando direito básico do consumidor, conforme prevê o art. 6°, inciso III, da Lei n° 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor);

3. A Caixa Seguros Holding S.A ingressou com pedido de autorização de constituição para seguradora denominada Youse, sob o processo Susep n° 15414.001677/2016-46, cuja análise ainda se encontra em andamento, portanto, pendente de aprovação;

4. As reclamações e denúncias apresentadas à SUSEP a respeito da comercialização de produtos pela empresa estão sob análise da Diretoria de Supervisão de Conduta.
Com o objetivo de continuar protegendo os interesses dos cidadãos e demais agentes envolvidos com os mercados de seguros, resseguros, previdência complementar e capitalização, a SUSEP coloca-se à disposição para prestar esclarecimentos adicionais.


Joaquim Mendanha de Ataídes
Superintendente da SUSEP

Fonte: Susep

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Pesquisa exclusiva revela: maioria das pessoas superestima o preço do seguro de vida.

Uma pesquisa exclusiva da Icatu Seguros revela que as pessoas superestimam o custo de um seguro de vida entre 50% e 150% a mais do que o preço real do produto. Utilizando uma metodologia proprietária, a pesquisa, realizada de forma digital com 300 pessoas (não clientes da seguradora) em todo Brasil, analisou a percepção dos consumidores em relação ao valor de dois seguros de vida.
Os entrevistados foram solicitados a estimar o preço mensal dos seguintes seguros: um tradicional (cobertura de morte com capital de R$ 200 mil, invalidez com capital de R$ 300 mil e assistência funeral de R$ 5.500) e um de sobrevivência (cobertura de doenças graves no valor de R$ 100 mil, invalidez com capital de R$ 300 mil e assistência 2ª opinião médica). As alternativas apresentadas eram variações do preço real do produto para o próprio respondente.
"O diferencial da pesquisa é o cruzamento legítimo de dados. Ou seja, um dos preços apresentados como opção era exatamente o preço real calculado de um seguro de vida para o perfil daquele entrevistado" – comenta Aura Rebelo, diretora de Marketing e Canais da Icatu Seguros.
No seguro tradicional, 62% dos entrevistados responderam um preço entre 50% a 150% mais caro do que realmente é. Exemplificando, para um homem de 30 anos em boa condição de saúde, esse seguro sairia por R$ 75,00. No entanto, 30% das pessoas nessa mesma faixa etária estimaram um custo de R$ 187,00. Chama atenção a percepção dos mais jovens. Na faixa de 18 a 25 anos, 42% acham que um seguro para ele custaria bem mais do que o dobro do preço real.
No seguro por sobrevivência, 70% dos entrevistados também responderam um valor entre 50% a 150% mais caro do que realmente é. Exemplificando, para um homem de 30 anos em boa condição de saúde, esse seguro sairia em torno de R$ 49,00. Porém, 40% das pessoas nessa mesma faixa etária previam que ele custaria R$ 123,00. Na faixa dos mais jovens, a diferença é ainda maior: 58% acham que um seguro para ele custaria bem mais do que o dobro do preço real.
"De fato, o seguro de vida é muito mais barato do que as pessoas imaginam. O produto é umas das ferramentas mais importantes de um planejamento financeiro e a percepção errada de preço pode criar mais uma barreira para o interesse, além da barreira cultural do brasileiro, muito comentada atualmente. Por isso, a pesquisa aponta para a necessidade do mercado atuar ainda mais para melhorar o entendimento dos consumidores sobre o produto, mostrando o verdadeiro custo e o benefício de se proteger a própria vida e a família" – pondera Aura, que complementa. "A Icatu Seguros tem trabalhado firmemente nesse sentido com ferramentas, simuladores, jogos, conteúdos diversos em multi plataformas, entre outros".

Das 300 pessoas ouvidas na pesquisa, metade foram homens e metade foram mulheres, sendo 49% da faixa etária entre 18 e 35 anos e 51% entre 36 e 64 anos. Sobre a classe social, a maior abrangência ficou na classe AB, com 65% de representatividade, e 35% da classe C.

FONTE: Mercado em Foco Icatu Seguros - Junho 2016