sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Previdência privada atinge receita recorde de R$ 56 bi


Nos últimos doze anos, o mercado de previdência privada avançou a uma taxa média anual de 25%. E, ao que tudo indica, o segmento deve manter o ritmo de crescimento nos próximos anos. "O setor tem espaço para dobrar de tamanho em número de planos, pelo menos, nos próximos cinco anos", acredita Renato Russo, vice-presidente da Federação Nacional da Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).
Atualmente, o mercado contabiliza aproximadamente 12 milhões de planos de benefícios, sendo que em 1999, esse número era de 3,4 milhões. "Para que o crescimento esperado nos próximos anos seja sustentável, é preciso que as pessoas sintam- se seguras quanto ao futuro", aponta Russo, que também é vice-presidente de vida e previdência da SulAmérica.
E foi justamente o sentimento de previsibilidade que levou o segmento a registrar recorde em arrecadação no ano passado: R$ 56 bilhões, segundo projeções da Fenaprevi, montante 21,5% maior quando comparado a igual período de 2010. "O sistema avançou em um cenário de estabilidade econômica, queda nos índices de desemprego e crescimento da massa salarial", lembra Osvaldo Nascimento, diretor executivo de produtos de investimento e previdência do Itaú Unibanco. "Se mantidas essas condições, e os indicadores econômicos não derem sinais de reversão do cenário, vamos crescer entre 20% e 25% este ano", completa.
O Itaú Unibanco apresentou avanço superior à média do mercado em 2011: 30%, reflexo das alterações promovidas no processo de venda de produtos de investimento. Atualmente, a instituição financeira analisa o perfil do cliente e indica o melhor produto de acordo com objetivos e prazos de resgate. "É natural que se o horizonte de resgate é de longo prazo, o mais adequado seja os planos de previdência", ressalta.
Lúcio Flávio de Oliveira, diretor- presidente da Bradesco Vida e Previdência, também está otimista quanto o desempenho do mercado este ano. "O brasileiro já percebeu que o mercado interno pode sair fortalecido de uma crise mundial, a exemplo de 2008. E isso beneficia produtos de investimento que visam o longo prazo." Entretanto, não basta o cenário macroeconômico interno manter-se resiliente às turbulências externas. "Também temos que trabalhar de forma a ampliar o alcance dos planos de benefícios", diz Russo, referindo- se aos produtos em desenvolvimento pelo sistema, tal qual o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) com foco da saúde - VGBL Saúde - que deve oferecer benefícios fiscais sobre os recursos resgatados (ver matéria ao lado). "Os participantes do mercado de previdência complementar, seja aberto ou fechado (fundos de pensão) tem a responsabilidade de apresentar ao governo propostas que visam a reforma, e consequente o fomento, do sistema de previdência. E o VGBL Saúde passa por esse ciclo", pondera o diretor executivo do Itaú Unibanco.
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"O brasileiro já percebeu que o país pode sair fortalecido de uma crise mundial, a exemplo de 2008. E isso beneficia produtos de investimento que visam o longo prazo"
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Lúcio Flávio de Oliveira Diretor presidente da Bradesco Vida e Previdência

Fonte: 

Brasil Econômico | Finanças | BR 

Vanessa Correia

SulAmérica reforça ainda mais seu caixa bilionário


   A emissão de R$ 500 milhões em debêntures anunciada esta semana pela SulAmérica deixou um ponto de interrogação no mercado segurador brasileiro: o que será feito com o dinheiro captado? Uma parte será usada para saldar uma dívida da companhia e a outra deve reforçar o já considerável caixa de R$ 1,2 bilhão para uma possível aquisição em 2012, segundo acreditam analistas.
De acordo com o fato relevante divulgado na quarta-feira à noite, os R$ 500 milhões captados são para suprir necessidades de caixa decorrentes da expansão das operações da companhia e para reconstituir o caixa após a liquidação de dívida financeira. Agora em fevereiro vencem R$ 336 milhões em notas seniores emitidas em 2007. O mistério é o que será feito com os outros R$ 164 milhões que vão para o já recheado caixa.
É um movimento que chama a atenção, a empresa não precisa de dinheiro e toma, disse um analista que preferiu não ser identificado, lembrando o já significativo valor que a seguradora tem em caixa. Segundo o balanço do terceiro trimestre, a companhia tinha R$ 1,180 bilhão de ativo circulante disponível. O valor ainda é herança da abertura de capital em bolsa da empresa, realizada em 2007. Procurada, a SulAmérica informou estar em período de silêncio por causa da emissão.
A principal especulação entre executivos do mercado de seguros e analistas do setor é que o dinheiro será aplicado em alguma aquisição, ainda neste ano. Em ocasiões passadas, quando questionado sobre o uso do caixa da companhia, Thomaz Menezes, presidente da seguradora, mencionava aquisições.
Na prática, porém, desde que abriu o capital, a SulAmérica fez apenas duas compras e de pequeno valor. Com o término da parceria com o Banco do Brasil, comprou a participação do banco na Brasilsaúde por R$ 28,4 milhões em maio de 2010. Mas abriu mão de 60% da Brasilveículos, que ficou com o BB por R$ 359 milhões. A segunda aquisição foi fechada em abril do ano passado, da operadora de planos odontológicos Dental Plan, por R$ 28,5 milhões.
Outra possibilidade aventada é que o reforço de caixa esteja ligado aos efeitos da queda da taxa básica de juro (Selic) e à possibilidade de a Superintendência de Seguros Privados (Susep) alterar as exigências de capital das seguradoras no Brasil, movimento que ocorre na Europa, com as regras de Solvência II. Nos últimos anos, a Susep já alterou o requerimento de capital das seguradoras para incluir os riscos de subscrição e de crédito. Falta, ainda, a inclusão dos riscos de mercado e operacional.
Com a queda da Selic, as seguradoras vão enfrentar perdas no resultado financeiro, que costuma ter um peso considerável no lucro das seguradoras. Executivos do mercado estimam que mais de 70% das seguradoras dependam mais do resultado financeiro do que do operacional.
No caso da SulAmérica, a margem bruta (que é o resultado operacional de seguros, mas sem contar as despesas administrativas) foi de R$ 271,8 milhões no terceiro trimestre. No mesmo período, o resultado financeiro foi de R$ 172,7 milhões. O lucro líquido foi de R$ 98 milhões.
A seguradora fez importantes investimentos em pessoas e estrutura no ano passado, o que demandou recursos. Em entrevista ao Valor em dezembro, Menezes contou que foram abertos sete novos Centros Automotivo de Super Atendimento (Casa). Mudanças foram feitas na diretoria. Mas nada que absorva cifras bilionárias.

Fonte: 

Valor Econômico | Finanças | BR

Felipe Marques e Thais Folego
 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Plano para menores ganha cada vez mais espaço no mercado


   O plano para menores, que privilegia, muitas vezes, crianças que acabaram de nascer, para que elas tenham um pé de meia quando entrarem na faculdade, para montarem seu próprio negócio ou, ainda, continuarem com a contribuição iniciada anos atrás pelos pais, tios ou padrinhos, é um segmento relativamente novo e que, por isso, tem muito espaço para crescer.
Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida mostram que os planos para menores arrecadaram, de janeiro a setembro, R$ 1,2 bilhão, 20,21% a mais do que no mesmo período de 2010.
A Brasilprev, por ter sido pioneira no produto voltado aos menores, e ter iniciado as vendas desse plano em 1997, tem 42%, do total de planos, nessa modalidade.
"Esse é um segmento que cresce anualmente no mercado e não perderá seu espaço, já que pelo tíquete bastante acessível, R$ 25 reais, este produto atinge todos os estratos sociais", diz o gerente de inteligência de mercado da companhia, Sandro Bonfim da Costa.
Para Cristiana Bapstista, essa é uma excelente aposta para quem tem filho pequeno. "Se em uma eventualidade os pais morrerem, ele tem como se manter até conseguir se manter. Funciona como um seguro na ausência dos pais."
Osvaldo Nascimento reforça que, se o jovem utilizar os recursos quando completar 18 anos, por exemplo, dependendo da quantia a ser resgatada, ele não paga Imposto de Renda. "Com essa idade ele não é elegível a pagar o imposto e, até R$ 40 mil por ano, ele é beneficiado com a isenção."
Além disso, se o plano escolhido for o PGBL, é possível deduzir até 12% do salário bruto na declaração do IR.
Cristiana ressalta, entretanto, que é bom ter um plano para o filho mas, mais importante ainda é ter um para si, para não ter de depender do filho quando estiver em idade avançada.

Fonte: 

Diário do Grande ABC Online | Economia | SP

Soraia Abreu Pedrozo Do Diário do Grande ABC
 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Clique na foto, leia, reflita e tome sua decisão.



Contrate um PGBL e reduza a mordida do Leão

A grande vantagem de ter um PGBL, além de garantir o seu futuro, é poder deduzir o investimento do seu imposto de renda. Deduza na declaração do IR até 12% da sua renda bruta anual. Faça uma contribuição agora, pois você só tem até o dia 30/12/2011 para garantir esta vantagem.

A pessoa física pode deduzir na Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) as contribuições para os planos de Previdência Complementar, limitadas a 12% da renda bruta anual tributável, desde que utilize formulário completo de declaração e também contribua para o regime geral de Previdência Social (INSS), ou, quando for o caso, para regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargo efetivo da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ações em Baixa ! O que fazer ?! Aportar, aportar e aportar...

Isso mesmo meus amigos... este é o momento certo para se fazer aportes (depósitos esporádicos) em seu plano de previdência. Sei que é um momento temeroso mas trata-se de um momento bem oportuno. Você que tem seu plano em renda variável não deixe de aproveitar, é neste momento em que os valores das cotas estão em baixa, que se deve aproveitar para investir mais; essa é uma estratégia bem usada pelos conhecedores de mercado de ações, comprar na baixa e vender na alta.

Sei que é difícil pensar em arriscar aquele dinheirinho conquistado com muito suor; mas pense no resultado no médio e longo prazo. Saiba que o Brasil está atraindo muito capital estrangeiro, nossa economia está em franco crescimento, grandes investidores estão trazendo recursos do exterior solidificando esse crescimento.

Não fique aí parado, se você tem alguma reserva extra que possa injetar em seu plano de previdência... faça isso o mais rápido possível; não deixe o tempo passar... no final você só tem a ganhar !!!

Lembre-se que aplicar em Previdência Privada é pensar em garantir o seu futuro no médio/longo prazo.

Forte abraço.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nova Tábua Atuarial pode reduzir custo do seguro de vida...

RIO - A utilização de uma tábua atuarial genuinamente brasileira pode levar a uma redução entre 10% e 15% nos valores das contribuições dos planos de seguro de vida. A nova tábua, desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vai substituir a tábua baseada nas informações da população dos Estados Unidos, que tradicionalmente serve de base para os cálculos atuariais do setor de seguros no Brasil.

A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) destacou que, pela nova tábua a expectativa de vida de um homem brasileiro consumidor de seguros de vida pula, aos 40 anos, dos 33,35 anos a mais estimados pela tábua americana, para mais 40 anos. Já as mulheres brasileiras, também aos 40 anos, viverão mais 46,2 anos, em vez dos 38,86 anos estimados pelos cálculos americanos.

O presidente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Armando Vergílio, explicou que apenas os novos contratos refletirão a mudança. Os clientes que já têm seguro de vida contratado não terão alteração no valor da contribuição, que oscilará entre 10% e 15% tanto para homens, quanto para mulheres, segundo a FenaPrevi " O preço antigo não era justo porque era baseado em outra realidade " , disse Vergílio, explicando que a UFRJ atualizará a tábua brasileira ano a ano e caberá à Susep atualizar os dados a cada cinco anos.

A tábua, denominada Experiência do Mercado Segurador Brasileiro (BR-EMS), foi construída a partir da consolidação dos dados referentes aos anos de 2004, 2005 e 2006, fornecidos por 23 seguradoras, que representam 95% do mercado brasileiro de vida e previdência complementar. No trabalho foi analisado o histórico de 32 milhões de brasileiros - 19 milhões de homens e 13 milhões de mulheres - todos já clientes do mercado segurador.

O presidente da FenaPrevi, Marco Antonio Rossi, ressaltou que, exatamente por considerar os clientes do mercado segurador brasileiro, a tábua se distancia dos dados oficiais de expectativa de vida do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo ele, a diferença para a tábua americana é ainda menor se forem considerados os dados que serão utilizados no mercado de previdência privada. Neste caso, os homens com 60 anos - idade comum para o cliente começar a receber o benefício - tem a expectativa, segundo a tábua americana, de viver mais 25,09 anos, o que passará para 25,50 anos no novo cálculo. Para as mulheres de 60 anos o aumento será de um ano, de 28 para 29 anos além dos 60.

Rossi lembra que, no caso da tábua de previdência, quanto mais o segurado viver, mais ele terá que pagar para poder receber o benefício por todo o período. Como o mercado de previdência no Brasil apresenta, na média, um cliente de alto poder aquisitivo, a clientela brasileira tende a viver mais que a americana, onde o mercado é mais pulverizado. Apesar disso, a expectativa, pela pouca diferença, é que não haja um aumento expressivo nos novos contratos de previdência privada.

O presidente da comissão atuarial da FenaPrevi. Jair Lacerda, acrescentou que cerca de 70 países têm tábuas de vida oficiais, mas apenas um número por volta de 10 nações possuem uma tábua própria para o mercado segurador.

" Basicamente, quem usa tábuas próprias para o mercado segurador são os países do G7 " , disse Lacerda.

FONTE: (Rafael Rosas | Valor)

18/03/2010 - 17h06